O asfalto da Rodovia dos Bandeirantes parecia um rio de borracha sob os faróis da SUV de Helena, que cortava a madrugada em direção ao interior. No espelho retrovisor, o skyline de São Paulo, aquele amontoado de torres de vidro e egos inflados, diminuía até se tornar apenas um brilho indistinto no horizonte. Para trás, ela deixava o que restava da DuarteTech: um escritório com as luzes apagadas, servidores operando no limite e uma equipe que ela mesma dispensara com a dor de quem amputa o própr