O silêncio na cobertura da Avenida Faria Lima era absoluto, quebrado apenas pelo som metálico do gelo batendo contra as paredes de um copo de cristal. Caio Moretti estava sentado em sua poltrona de couro, mas não observava os indicadores financeiros que piscavam em seus monitores. Seus olhos estavam fixos no lixo da sala, onde os pedaços rasgados do contrato de fusão — o documento que ele acreditara ser o elo final de sua vitória — jaziam como confetes de um funeral. Ele enviara flores, enviara