O som do papel sendo amassado entre os dedos de Helena Duarte soava como o estalar de ossos secos no silêncio sepulcral de sua sala. Ela estava sentada na penumbra, apenas com a luminária de mesa ativada, o que mergulhava o resto do ambiente em sombras que pareciam ganhar vida a cada parágrafo lido. O documento, que Caio enviara com a pompa de quem oferece um reino, era, na verdade, a planta baixa de uma cela de luxo. A Cláusula de Controle — aquele monstro jurídico disfarçado de "política de e