Mundo de ficçãoIniciar sessãoA Zona Norte do Rio de Janeiro exalava um calor que parecia ter peso. No Complexo da Maré, o ar era uma mistura espessa de poeira de asfalto, fritura de quiosques e o cheiro metálico de óleo de motor vindo das oficinas. Claire Thorne caminhava por aquele labirinto de becos com uma postura que desafiava a natureza do lugar. Ela não usava joias, mas sua presença era como um farol de ordem no caos. Arthur a seguia, os olhos atentos, sentindo que cada passo naquela geografia era um mergulho em uma realidade que o luxo de Santa Teresa tentava esquecer.
— É aqui — murmurou Marcus, parando diante de uma porta de ferro azul, descascada pelo tempo. — Ela não sai de casa há três semanas. O rastreamento de IP que fizemos nas postagens anônimas sobre a Omega veio deste modem.Claire assentiu. Ela mesma deu três batidas firmes. O som metálico ecoou pelo corredor estreito. Houve um silêncio tenso, seguido pelo arrastar de um móvel pesado. A porta abriu apenas uma fresta, revelando um o






