Capítulo 25: O Fantasma da Arquiteta
A Zona Norte do Rio de Janeiro exalava um calor que parecia ter peso. No Complexo da Maré, o ar era uma mistura espessa de poeira de asfalto, fritura de quiosques e o cheiro metálico de óleo de motor vindo das oficinas. Claire Thorne caminhava por aquele labirinto de becos com uma postura que desafiava a natureza do lugar. Ela não usava joias, mas sua presença era como um farol de ordem no caos. Arthur a seguia, os olhos atentos, sentindo que cada passo naquela geografia era um mergulho em uma