A manhã de sábado em São Paulo nasceu sob um sol pálido, mas o calor já emanava das páginas das colunas sociais e dos sites de notícias da elite. Na Mansão Dumont, o café da manhã não era apenas uma refeição; era o rescaldo de uma noite que mudara o status de Aurora perante o mundo. Henrique e Enzo já estavam à mesa quando Aurora desceu, ainda com os olhos levemente inchados de sono, mas com um brilho persistente no olhar.
Henrique segurava o jornal físico, um hábito do qual não abria mão.