A tarde de segunda-feira na Escola Internacional de São Paulo declinava em tons de âmbar, mas para Dante, a luz do sol era apenas um detalhe técnico. Ele não seguiu para o treino de skate nem para a casa de seus pais, Enzo e Sophie. Em vez disso, buscou o isolamento de um dos terraços superiores da escola, um lugar onde a brisa abafava o som dos outros alunos. Ele precisava pensar, e pensar como o Bisavô Arthur lhe ensinara: com a frieza de quem observa o tabuleiro antes de mover a primeira pe