A noite na Mansão Dumont parecia ter sido tecida com fios de seda e mistério. O imponente casarão exalava o perfume das flores do jardim, mas no andar superior, o ar estava carregado com a eletricidade de um segredo recém-descoberto. Aurora estava sentada em sua cama, os dedos traçando distraídos os bordados do lençol, enquanto sua mente repetia, como um filme em câmera lenta, o exato momento em que os lábios de Felipe tocaram os seus.
Não era como nos filmes de Julian Vane. Não havia a trilh