A mansão Dumont, com seus corredores de mármore e jardins geométricos, começava a parecer uma gaiola de ouro para Sophie. Nos dias que se seguiram à declaração de guerra psicológica de Henrique na biblioteca, ela tentou se ancorar na rotina de noiva. Havia listas de convidados para o civil, provas de buffet e reuniões com advogados para os acordos pré-nupciais que o Sr. Arthur exigia.Mas o centro do seu mundo — Enzo — parecia estar girando em um eixo que ela não conseguia alcançar.Sophie começou a notar o padrão. Eles estavam sentados no gazebo do jardim, com catálogos de convites espalhados sobre a mesa de ferro batido. O sol da tarde aquecia a pele de Sophie, e ela se sentia quase em paz, até que o celular de Enzo, pousado sobre a mesa, vibrou.Foi apenas um segundo, mas a transformação foi brutal.Os ombros de Enzo, antes relaxados, subiram até as orelhas. Seus olhos, que segundos antes observavam uma amostra de papel linho, cravaram-se na tela com uma urg
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