Scarlett Johnson
O sol ainda não tinha vencido a neblina densa que abraçava a mansão Mancini, mas o quarto já estava em chamas. Eu não acordei com a luz ou com o som dos seguranças lá fora; acordei com uma sensação tão avassaladora que o meu fôlego foi roubado antes mesmo de eu abrir os olhos.
Rocco estava entre as minhas pernas.
O lençol de seda tinha sido atirado para o chão, e o ar frio da manhã não era nada comparado ao calor da língua dele. Ele me explorava com uma precisão que me fez arquear as costas instantaneamente, as minhas mãos enterrando-se nos seus cabelos escuros. Era uma reivindicação silenciosa, crua e absoluta. Eu senti o meu rosto arder — uma mistura de choque, desejo e a consciência de que havia pessoas a poucos metros daquela porta.
— Rocco... — o meu sussurro foi mais um pedido de socorro do que um nome.
Tentei levar as mãos à boca, abafando os sons que ameaçavam trair a minha entrega. Eu não podia gritar. As meninas da cozinha, os guardas, o Matteo... todo