Scarlett Johnson
O quarto estava mergulhado em uma penumbra suave, iluminado apenas pela luz da lua que filtrava pelas imensas janelas de carvalho. Rocco me conduziu para dentro com uma delicadeza que contrastava brutalmente com o homem que, horas antes, planejava execuções. O som da porta se fechando suavemente atrás de nós pareceu selar o resto do mundo lá fora. Não havia mais máfia, não havia Marco, não havia o peso da coroa de espinhos que ele carregava.
Ele parou no centro do quarto e estendeu a mão para mim. Seus dedos eram grandes, calejados pelo uso de armas, mas tremiam levemente. Naquele momento, eu não era mais a babá que ele contratou para proteger Luigi — aquela mulher que chegou à mansão com medo, tentando esconder sua vulnerabilidade sob uma fachada profissional. E ele não era apenas o Dom.
Eu era a mulher que deu a ele o próprio sangue para que ele pudesse continuar respirando. E eu estava pronta para entregar o resto.
Ele me beijou, um beijo quente, visceral e que