Matteo Vitorino
O restaurante estava mergulhado naquela penumbra confortável de fim de expediente. O cheiro de molho de tomate fresco e vinho tinto ainda pairava no ar, mas as mesas já estavam vazias. Eu estava sentado ao fundo, com o livro caixa aberto sob a luz amarelada de um abajur de latão. Números nunca mentem, e era neles que eu buscava ordem quando o mundo lá fora parecia prestes a explodir.
O som da porta da frente abrindo me fez erguer os olhos. Era Rocco. Ele não precisava dizer nad