Vincenza Vitorino
A mesa estava posta sob o caramanchão de glicínias, cujas flores caíam em cascatas lilases, perfumando o ar quente da tarde toscana. O sol de domingo começava a declinar, lançando sombras longas e douradas sobre as garrafas de vinho Brunello e os pratos de cerâmica pintados à mão, agora vazios após um banquete que parecia ter durado uma eternidade. Aquele era o som da minha família: o tilintar de talheres, o riso alto que desafiava a paz das colinas e a cadência de vozes que,