Scarlett Johnson
O sol da manhã entrava pelas janelas do jardim de inverno, criando um mosaico de luz no chão de mármore. Eu ainda sentia o rastro das lágrimas no meu rosto — lágrimas de um alívio que eu não sabia que ainda era capaz de sentir. Minha mãe, Helena, segurava minhas mãos com uma firmeza que me dizia que a doença era agora apenas uma sombra ruidosa no passado.
— Venha, mãe. Há alguém que você precisa conhecer — eu disse, com o coração saltando no peito.
Conduzi-la de volta para dentro da mansão parecia um sonho. Atravessamos o grande salão até a sala de estar privativa, onde o som de risadas infantis e o tilintar de xícaras de café anunciavam que a casa já estava acordada. Quando entramos, Bella estava sentada no tapete, balançando um chocalho de prata, enquanto Giulia observava o pequeno Luigi tentar, com toda a sua determinação de meses, alcançar um brinquedo colorido.
O silêncio caiu sobre a sala quando nos viram. Rocco, que vinha logo atrás de nós, fez um sinal discre