A sexta-feira amanheceu abafada, como se até o céu soubesse que o dia traria mais calor do que só o do sol. Isadora acordou antes do despertador, o corpo cansado e a mente em turbilhão. Não conseguia esquecer a conversa da noite anterior, tampouco o modo como Lorenzo a olhara. Não era só desejo — havia algo mais ali. Algo que ela temia reconhecer.
Durante o café da manhã — pão amanhecido, café preto e um pouco de ansiedade — ela se pegou encarando o nada, como quem espera uma resposta que não