O som do salto de Isadora ecoando no jardim ainda reverberava na mente de Lorenzo.
Mas não foi o som que o abalou. Foi a imagem.
Ela caída. Sozinha. Os olhos marejados como se algo dentro dela tivesse sido arrancado à força.
Aquela cena parecia ter rasgado algo nele. Como se a dor que ela sentia tivesse atravessado o espaço entre eles e cravado no peito dele com a frieza de uma lâmina afiada.
Ele viu. Viu tudo. E sentiu o baque como um soco direto no estômago.
Virou-se para Helena. A mulher