Naquela noite, Isadora voltou para casa em silêncio. Nem mesmo o som da cidade parecia alcançá-la. Fechou a porta do apartamento como quem encerra um capítulo — ou, talvez, como quem tenta proteger o coração de novos danos.
Sentou-se no sofá, largou a bolsa no chão e ficou ali, imóvel, olhando para o nada. As palavras ditas mais cedo reverberavam como trovões em sua mente.
“Então por que você me apagou?”
Era uma ferida aberta. E a ausência de resposta foi sal como castigo.
Isadora se odiava por