Miguel arregalou os olhos de repente, e seu rosto, que até então mantinha uma expressão controlada, desmoronou. Sua mão, que segurava a minha com força, foi lentamente afrouxando.
— Agora você me despreza ainda mais, né? — A voz dele saiu baixa, quase um sussurro, mas carregada de amargura.
Encarei-o com firmeza e respondi com sinceridade:
— No passado, entre você e o Sebastião, escolhi ele não porque te desprezava, mas porque ele despertava algo em mim. Agora, no entanto, suas atitudes re