A ponta do meu dedo sentiu uma dor aguda e instintivamente tentei puxar a mão de volta, mas Afonso a segurou firmemente e disse baixinho: — Aguenta só um pouco, já vai acabar.
A voz dele estava incrivelmente suave, bem diferente da frieza com que ele costumava me tratar.
A mudança repentina no comportamento dele me pegou desprevenida, e eu não conseguia entender suas intenções.
A enfermeira era bem profissional e, em poucos instantes, retirou um caco de vidro da ponta do meu dedo. Ela segu