HARRY RADCLIFFE
O corredor do tribunal cheirava a papel envelhecido, tinta a café frio, o tipo de ambiente que sufocava assim que alguém decidisse pisar os pés nele, o que apenas se intensificou à medida que fui adentrando mais no espaço monótono.
O escritório de Karl ficava no fim do corredor, um cubículo de madeira escura, estantes abarrotadas de processos e uma janela pequena demais para ser tida como uma janela. Entrei sem bater, ele não gostava, mas nunca me impediu.
— Bom dia, Sr. Radcli