A luz da manhã entra devagar pelas cortinas, suave, dourada, quase tímida, como se respeitasse o silêncio daquele quarto depois de uma noite tão intensa.
Eu me mexo levemente na cama, ainda envolvida naquele estado entre sonho e realidade. O lençol desliza pela minha pele enquanto viro o rosto, sentindo o cheiro dele ainda ali, próximo, presente.
Mas o lado da cama está vazio.
Abro os olhos devagar, piscando algumas vezes, ainda tentando me situar… até que escuto o som da porta se abrindo.