Lívia estava no corredor do hotel. A luz era baixa, dourada, e o silêncio só era quebrado pelo som abafado de passos. Arthur estava no final do corredor, de costas, mas como se soubesse que ela o observava, virou-se devagar. O olhar dele a atravessou como se fosse capaz de ler tudo que ela escondia.
Ele se aproximou. Cada passo parecia mais lento que o anterior, e ainda assim o ar entre eles ia ficando cada vez mais denso. Quando parou diante dela, tão perto que o ombro dele quase encostava no