50. Atropelada
Encaro a tela do celular desejando que a mensagem suma. Por um instante, penso em ignorar, mas acabo digitando:
"Não temos nada para conversar."
Envio a mensagem com as mãos trêmulas.
Ergo o olhar e dou de cara com Eleanor, que me observa atentamente. Há um brilho de curiosidade em seu semblante, e tudo nela parece me pedir explicações. Solto um suspiro pesado.
— Quer conversar sobre isso? — pergunta, indicando o celular com um leve movimento de cabeça.
Abro os lábios para responder, mas antes