71. Ciúme Nojento
Quando passo pelos portões da mansão dos meus pais sinto o ar pesado, como se tudo estivesse prestes a desmoronar mais uma vez.
Em vez de ir para dentro, corto caminho pelo pátio lateral, ignorando a escadaria imponente e as portas altas. Vou direto para a academia da mansão. O som abafado dos próprios passos ecoa no piso frio enquanto a raiva cresce dentro de mim, tomando forma, queimando, implorando para ser libertada. Preciso extravasar essa fúria — e o ciúme nojento que me corrói como venen