Ela abriu os olhos, assustada, e olhou para aquele homem que estava falando com ela. Era um homem grisalho, mais velho, forte, usando botas, calça jeans, camiseta polo e chapéu. Ele era Radael, o fazendeiro, dono daquelas terras, muito mal-humorado; ele nem se preocupou em perguntar como ela estava. Ele apenas a mandou sair. Ela se sentou, desorientada, sonolenta, se levantou com dificuldade e gaguejou, constrangida, apreensiva:— Mo-mo-moço, desculpa, eu só estava cansada, eu precisava descansar um pouco. Aqui, a cidade ainda é Terrário ou é a do lado?Ele a olhou de cima a baixo, reparando no vestido úmido, colado ao corpo, marcando sua silhueta, que era linda, por sinal, reparou nos olhos expressivos e nas marcas pelo rosto e pelo corpo, hematomas. Então ele cerrou os olhos e respondeu intrigado:— Sim, aqui é a cidade de Terrário ainda, mas é quase a cidade do lado. Por quê? Você está fugindo de alguém?Ela olhou para os lados, apreensiva, ajeitou a roupa, enrolou o cabelo num coq
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