A tarde se arrastava preguiçosa pela janela, e eu continuei ali, sentada na beirada da cama, segurando o celular como se fosse um objeto sagrado e perigoso ao mesmo tempo.
O mundo parecia em pausa, exceto pela batida do meu coração — um tambor descompassado que não sabia mais se ansiava por coragem ou fuga. Mas não dava mais pra fugir. Eu já tinha me lançado do penhasco, e agora só me restava voar… ou despencar de vez.
As palavras dele ainda estavam ali, piscando na tela como um convite quen