Acordei com a cabeça latejando e a boca seca como se eu tivesse mastigado algodão durante a noite.
Luz demais. Barulho demais. Vida demais.
Rolei na cama e grunhi como um animal ferido, tateando com uma das mãos a garrafa d’água que deixei ao lado. Bebi o líquido morno como se fosse o elixir da imortalidade. Depois, enterrei o rosto no travesseiro, tentando lembrar por que, exatamente, minha cabeça parecia ter sido pisoteada por um boi.
Demorou alguns segundos.
A cerveja.
O hambúrguer.
Minha mã