A noite caiu sem vento, sem som, sem vida. O céu parecia sustentar o peso da própria lua, que pendia cheia e imóvel, como se assistisse silenciosa à hora marcada. Aedan sabia: o Julgamento final não esperaria por seu descanso. Estava em pé na clareira do santuário, agora transformada por runas antigas que se acendiam sozinhas, formando um círculo de poder no qual nem mesmo Mirelle ousava entrar.
Elena tentou tocar seu braço antes de ele cruzar o limiar, mas sua mão foi repelida por uma força in