O silêncio era absoluto.
Elena flutuava em um espaço sem tempo, sem chão, sem céu. Apenas uma vastidão de névoa dourada e sombras prateadas. Sentia o coração batendo em algum lugar distante, como o eco de um tambor enterrado sob mil camadas de terra.
Ali, o peso do corpo não existia. Tampouco dor ou medo. Mas havia… uma presença.
— Elena — chamou uma voz suave, como o sussurro de vento entre folhas antigas. — Você cruzou o limite. E sobreviveu.
Ela girou em meio à névoa, e então a viu.
Selene.