Valentina entrou no escritório de Dante como uma tempestade prestes a desabar. Não bateu na porta. Não pediu licença. A fúria era sua permissão.
Dante ergueu os olhos do notebook com uma expressão inabalável, mas o leve arquear da sobrancelha denunciava o incômodo.
— Precisamos conversar — ela disse, a voz fria como gelo quebrando ao meio.
— Bom dia pra você também — ele respondeu, fechando a tampa do notebook com calma. — Aconteceu algo?
— Não finja. Emílio me mandou uma mensagem. Disse que