Mundo de ficçãoIniciar sessãoUm assassino está transformando histórias em realidade. Quando Catherine Bell chega a Chicago para trabalhar ao lado do detetive James, nenhum dos dois imagina que sua nova parceria os colocará no centro de uma investigação muito mais pessoal do que deveria. As vítimas parecem não ter relação entre si. As cenas desafiam qualquer explicação. E, a cada novo crime, fica mais evidente que o assassino não está apenas matando. Ele está seguindo uma história. Enquanto Catherine e James tentam descobrir quem escreverá o próximo capítulo, a convivência transforma a desconfiança inicial em cumplicidade — e a cumplicidade em algo perigoso demais para ser ignorado. Principalmente quando Rosie, a filha de quatro anos de James, decide que Catherine já faz parte da família muito antes que os adultos tenham coragem de admitir. Mas Catherine também possui uma história. Uma que tentou deixar para trás. E, conforme a investigação avança, ela percebe que talvez os assassinatos não tenham começado por acaso. Algumas histórias terminam quando fechamos o livro. Outras apenas esperam alguém virar a próxima página. E, para sobreviver a esta, Catherine precisará finalmente enxergar seu passado por um novo ângulo.
Ler mais14:47 — E eu achando que não ia conseguir almoçar hoje — digo, observando Catherine praticamente debruçada sobre a mesa enquanto devora comida chinesa.— Não sei como você consegue comer isso — digo, com um leve asco.— Acostumei — diz. Leva o restante do macarrão à boca com os hashis e fecha os olhos por um instante, satisfeita. — Isso me lembra a minha infância.— Você foi criada na China, por acaso? — pergunto, com sarcasmo, mordendo meu burrito.— Não, bobo — diz, terminando de comer e deixando a caixa ao lado. — Meu pai nunca foi bom na cozinha, e nós morávamos em cima de um restaurante chinês. — Seu olhar é doce, quase nostálgico. — Esse foi meu almoço e jantar durante uns anos.— E a sua mãe? — pergunto e logo me recrimino por estar me metendo na história de alguém que conheço há tão pouco tempo.Mas ela responde como se não fizesse diferença o tempo em que nos conhecemos. — Ela faleceu há seis anos em um acidente de trânsito, mas ambos se separaram quando eu era bem
“Mal sabe vocêComo eu estou desmoronando enquanto você dormeQue ainda sou assombrado pelas memórias”Little Do You Know - Alex & Sierra15:15Meu olho já começa a tremer quando volto à sala de interrogatório com dois cafés nas mãos.Catherine não parece estar muito melhor.Sento-me ao lado dela e entrego o café em silêncio. Até agora, enfrentamos o choro inconsolável da esposa, acusações do sócio e um amigo que nos obrigou a repetir as mesmas perguntas inúmeras vezes porque claramente não estava em condições normais.Como se não bastasse, a própria esposa revelou que a vítima mantinha vários relacionamentos. Tivemos de pedir ajuda para localizar as outras mulheres, e minha atenção inevitavelmente voltou para ela.— Hoje não vamos ver a luz do sol — sussurra Catherine.— Talvez amanhã — respondo. — Passei no necrotério e realmente não há marcas no corpo que sejam de agressão, o pessoal nos mandou por e-mail tudo o que conseguiram da vítima, esposa, sócio, amigos e algumas mu
“Quando você sentir o meu calor Olhe nos meus olhos É onde meus demônios se escondem É onde meus demônios se escondem” Demons — Imagine Dragons 20:46 Chego em casa me sentindo revigorado, um fim de semana com Rosie pode trazer vida até às pessoas mais amarguradas. Sento-me no sofá para retirar os sapatos e sinto o alívio de não ter mais os dedos comprimidos. Fecho os olhos e respiro fundo, aproveitando a paz que está à minha volta. Ainda consigo sentir o efeito dos dois dias que salvam a minha semana. Com ela, sempre foi assim. Ela é simplesmente extraordinária. Pode parecer coisa de pai, mas não sou o único a pensar assim. Ela é fofa, engraçada e, acima de tudo, feliz. Há alguma coisa em Rosie que torna difícil permanecer triste perto dela. Ou, como dizem: “ela é encantadora”. — James, você sabe que eu nunca gostei de sapatos jogados pelo chão da sala. — Sorrio ao ouvir sua voz melodiosa. — Você não pode mais brigar por isso, querida. — Abro um dos olhos. Lea es
Descemos do carro e logo vejo o quarto com as fitas da polícia. — Ok, quem será o policial mal e o policial bom? — Catherine pergunta, fazendo-me rir. — Eu voto que você seja o mal. — Por que eu? — questiono. — Bem, talvez pela sua aparência — diz, apontando para o meu rosto. — Cara cansada, cabelo despenteado, barba, esse jeito ranzinza... Você praticamente nasceu para o papel. — conclui dando de ombros. — Era para ser um elogio? — questiono enquanto seguimos até a guarita onde as pessoas pegam as chaves dos quartos. — Aí depende de você, parece ser seu estilo parecer meio mal-encarado. — responde, analisando o lugar. E, não, esse definitivamente não é o meu estilo. Ao chegar, vejo a mulher que se identificou como Helena quando estávamos colhendo os depoimentos, esposa do dono. — Boa noite, querem um quarto? — pergunta girando o banco em que se encontra sentada. — Não. Estamos investigando o assassinato do quarto 7A e precisamos dos registros de quem se hospedou aqui na





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