A luz matinal filtrava-se pelas janelas altas, iluminando os móveis de madeira escura e os lustres de cristal que pendiam sobre a longa mesa. O cheiro de café recém-feito flutuava no ar, misturado com o aroma doce das panquecas que Gabrielle acabara de servir. Era um contraste estranho: a elegância do lugar e a tensão que pairava entre nós.
Sofia estava à minha frente, com seu longo cabelo negro caindo como uma cascata sobre os ombros. Seus olhos escuros me encaravam com uma intensidade que nã