A manhã estava clara e fria, mas nada disso importava dentro do quarto.
Ares estava deitado de lado, apoiado no cotovelo, olhando para Clarice como se não tivesse visto nada mais fascinante na vida. Desde que a marcara, parecia que precisava vê-la o tempo todo para ter certeza de que ela estava ali, de que era dele.
Ela ainda estava enrolada nos lençóis, o cabelo solto caindo sobre o travesseiro, os lábios ligeiramente inchados das horas anteriores.
— Você está me olhando como se fosse me comer