O santuário antigo ficava além da trilha das heras, escondido por um véu natural de raízes entrelaçadas e musgos sagrados. Ares caminhava ao lado de Clarice, em silêncio. A floresta parecia contê-lo — como se soubesse que ele não deveria cruzar aquele limiar.
Quando chegaram à clareira do santuário, ele parou.
— Daqui não passo. — disse, a voz baixa, mas firme.
Clarice assentiu. O santuário era um lugar de sangue feminino, guardado por séculos pelas descendentes da linhagem lunar. Nem mesmo Are