Gabrielle Goldman
Foi então que eu vi. O espelho. Ele estava inteiro… e, ainda assim, completamente fragmentado. As rachaduras se espalhavam por toda a superfície, como uma teia delicada e cruel, mantendo cada pedaço no lugar exato onde deveria estar. Não havia sequer um fragmento fora de posição. Nenhum caco caído. Nada que denunciasse, à primeira vista, que ele havia sido quebrado.
Meus lábios se moveram antes que eu pudesse impedir, formando um sorriso que não tinha humor algum.