Luna sentiu o corpo reagir antes da mente.
Era sempre assim quando o sistema mudava de fase.
A análise manual não começava com perguntas diretas. Começava com pequenos deslocamentos na realidade — sutis demais para quem não estava acostumado a viver em estado de alerta. O primeiro deles foi o tempo.
Naquela manhã, tudo parecia atrasado. O relógio marcava 7h40 quando Luna terminou o café, mas seu corpo jurava que já passava das nove. O sol entrava pela janela em um ângulo estranho, como se o dia