O silêncio nunca vinha sozinho.
Luna aprendeu isso cedo demais.
Naquela manhã, ele se instalou na casa como uma presença física — pesado, atento, quase respirando junto com ela. Não era a ausência de som. Era a suspensão dele. Como se o mundo estivesse segurando o ar, esperando que algo cedesse.
Ela abriu os olhos devagar, sentindo o corpo antes de se mover. O teto era o mesmo. As paredes também. Mas algo estava diferente. Sempre estava.
O sistema não atacava com violência direta. Não precisava