A pressão deixou de ser abstrata ao amanhecer.
Luna percebeu antes mesmo de abrir os olhos. O corpo estava pesado, como se tivesse dormido sob vigilância. Os músculos doíam sem razão física, e a cabeça pulsava num ritmo lento, contínuo — não uma dor que exigia remédio, mas uma que exigia atenção.
Era o tipo de desconforto que não se resolvia ignorando.
Ela ficou alguns segundos deitada, observando o teto, respirando fundo. Aprendera, ao longo do tempo, que o primeiro erro em situações como aque