Helena Duarte saiu da redação pouco depois das 21h.
Diferente dos últimos dias, ela não estava cansada.
Estava alerta.
Era como se o corpo tivesse entendido antes da mente que algo havia mudado.
A rua estava mais vazia do que o normal.
O vento leve atravessava a calçada.
Tudo parecia comum.
E ainda assim…
não parecia.
Ela caminhou até o carro.
Abriu a porta.
Entrou.
Ligou o motor.
E só então percebeu.
Um carro estacionado do outro lado da rua.
Motor desligado.
Faróis apagados.
Mas com alguém de