Helena Duarte não percebeu quando a madrugada virou manhã.
O café ao lado já estava frio há horas.
A redação, antes movimentada, agora estava quase vazia — apenas o som distante de teclas e o zumbido constante dos computadores preenchiam o espaço.
Mas, para Helena, o mundo estava mais barulhento do que nunca.
Ela estava olhando para algo que não podia mais ser ignorado.
Na tela, dezenas de abas abertas.
Hospitais.
Consultorias.
Relatórios.
Contratos.
E agora, uma nova palavra que mudava tudo:
S