A sirene da viatura chegou primeiro como um eco distante.
Depois como presença inevitável.
Helena Duarte ainda estava sentada na cozinha quando o som atravessou a rua tranquila de Serra do Vale.
Carolina ouviu também.
Ela não se levantou.
Não tentou fugir.
Não tentou se explicar novamente.
Apenas ficou em silêncio por alguns segundos, olhando para as próprias mãos.
— Então acabou — murmurou.
Helena observou a mulher à sua frente.
Durante anos, Carolina Duarte viveu escondida atrás do nome Clara