Rafael Ventura
O dia ainda nem tinha clareado direito quando eu desisti de procurar descanso. Dormir tinha sido mais uma formalidade do que necessidade; meus olhos fechavam, mas minha mente continuava galopando. Passei metade da noite encarando o teto de madeira do meu quarto, o celular iluminando a escuridão enquanto eu revisitava, pela centésima vez, a única foto que consegui tirar da Vitória no hospital.
A mãozinha dela, minúscula e perfeita, apertando o meu dedo.
Uma coisa pequena, que não p