Rafael Ventura
O universo não caiu.
Ele simplesmente desabou dentro de mim.
Lorena olhou para baixo, para o líquido escorrendo pela perna, e depois para mim.
Os olhos dela estavam enormes, cheios de pânico e de algo ainda pior: vulnerabilidade.
— Rafael... — a voz saiu quebrada, fina, irreconhecível. — Vai nascer...Rafael. — Repetiu
Eu senti meu sangue gelar.
— Tati, pega as coisas dela. AGORA. — Minha voz saiu dura, autoritária, sem espaço pra discussão.
As mãos da Lorena apertaram meu antebr