Rafael Ventura
Eu estava jogado naquela cama de hotel, o lençol branco e impessoal parecendo uma mortalha fria comparado ao calor da minha fazenda. São Paulo rugia lá fora, um mar de luzes e buzinas que não faziam sentido para um homem que tinha o cheiro do mato e da Lorena impregnado na alma. O relógio na cabeceira marcava quase meia-noite. Meus músculos estavam tensos, não pelo cansaço das reuniões, mas por uma fome que contrato nenhum no mundo conseguiria saciar.
Peguei o celular. A mensagem