Lorena Azevedo
O aroma de café torrado e baunilha, que geralmente me acalmava, hoje parecia sufocante. Eu estava terminando de limpar o balcão da cafeteria, meus movimentos eram automáticos enquanto meus olhos teimavam em fugir para a tela do celular a cada cinco minutos.
Nada. Nem uma notificação, nem um "cheguei", nem um sinal de vida do Rafael.
O aperto no peito, aquele mesmo pressentimento que me assombrou antes de ele partir, tinha voltado com força total. São Paulo era perigosa, o trânsit