Rafael Ventura
O silêncio de um hospital de madrugada não é um silêncio comum. É um silêncio que pesa, que sufoca. Ele tem som de bips distantes, de passos abafados de enfermeiras que parecem flutuar pelo corredor e, principalmente, do barulho ensurdecedor dos meus próprios pensamentos.
Estou sentado naquele banco de metal frio há horas. Minhas costas doem, um lembrete físico de que o corpo de um homem acostumado a domar cavalos no braço e carregar sacos de grãos no lombo não foi feito para a