Rafael Ventura
Seis da tarde.
Sol já quase indo embora atrás das plantações.
Miguel já estava em casa, tomando seu achocolatado e contando pra minha mãe a proeza do cavalo.
Eu saí da fazenda direto pra buscar a Lorena na cafeteria, do jeito que fazia todos os dias — e, como sempre, com um sorriso idiota no rosto antes de ver a mulher que eu amava.
Só que, dessa vez... o sorriso morreu antes mesmo de eu desligar a caminhonete.
Ela estava no balcão, pegando a bolsa, mas não era ela.
Não era minha