Rafael Ventura
O jatinho tocou a pista do aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, com um baque seco e preciso, exatamente às nove e meia da manhã. Enquanto o piloto taxiava a aeronave, eu já estava de pé no corredor, ajustando o colarinho da minha camisa de botões azul-escura e pegando a minha pasta de couro legítimo. Minha mente, que deveria estar cem por cento focada nas planilhas de custo e nas sacas de milho que eu viera negociar, teimava em dar voltas e voltar direto para a fazenda e