Lorena Azevedo
Os primeiros raios da manhã começavam a rasgar as cortinas de linho do nosso quarto, trazendo aquela luz suave que aos poucos despertava a fazenda. Ao meu lado, senti a cama balançar levemente quando o Rafael se sentou na borda do colchão. Ele passou as mãos pelo rosto, soltando um bocejo longo, e logo se virou para mim. Seus olhos castanhos, ainda semicerrados pelo sono, fixaram-se no meu rosto com aquela intensidade de ogro que nunca mudava, não importava a hora do dia.
Ele est