A tigela de sopa ainda fumegava em minhas mãos quando parei em frente à porta de Loran. Respirei fundo. Parte de mim queria simplesmente deixar a comida ali e seguir meu caminho. Mas outra parte — a que ainda lembrava que ele era o pai da minha amiga, — me fez erguer a mão e empurrar a porta devagar.
Não estava trancada.
A madeira rangeu suavemente, e meus olhos encontraram Loran em pé, de costas para mim, parado diante da janela, os braços cruzados. A luz da lua atravessava os vidros e moldava