O ar estava pesado demais. A cada vez que eu fechava os olhos, o rosto de Mira surgia com mais clareza, como se fosse esculpido na escuridão. Eu já não sabia se era sonho ou delírio, mas a voz dela ecoava na minha mente como um grito preso.
— Elara… me ajuda… — ela sussurrava, e aquilo me corroía por dentro como veneno.
Acordei com um tranco. Meu corpo estava coberto de suor frio e o coração latejava tão forte que eu achei que fosse explodir. Levei a mão ao peito, tentando puxar o ar que não